Por Que o Diagnóstico Precoce Não Pode Esperar?
Crianças esperam 2 anos no SUS. Meninas são subdiagnosticadas. Adultos descobrem tarde. Entenda a urgência e seus direitos.
"A inclusão começa quando decidimos caminhar juntos"
E no Paraná, já somos 700 famílias provando que é possível
Professora da Rede Pública, Especialista em Educação Inclusiva e Presidente da UPPA. Uma vida dedicada a transformar a luta de cada família atípica em direitos para todos no Paraná.
💜 "A luta começa em casa: onde a maternidade atípica se encontra com a militância política"
Sou professora de chão de escola há 12 anos. Conheço a realidade da sala de aula, a falta de recursos e a potencialidade da educação pública. Mas minha principal lição começou em casa, com o diagnóstico de autismo em crianças — meus dois filhos.
Ali, senti na pele as barreiras que tantas famílias atípicas enfrentam: a busca pelo diagnóstico precoce, o reconhecimento de sintomas de autismo que profissionais não veem (especialmente em meninas), a luta por terapias no SUS, e a compreensão de comorbidades como autismo e TDAH. Percebi que não bastava lutar para que meus filhos estivessem bem, se ao meu redor outras crianças — e até adultos autistas buscando diagnóstico tardio — continuavam com direitos negados. A dor de uma mãe não pode ser solitária.
Foi na UPPA (União Paranaense de Pessoas Autistas), ao lado de centenas de outras mães e pais que se ajudavam, que encontrei um lugar onde poderia fazer a diferença. Hoje, carrego essa experiência para a luta mais ampla: pela defesa intransigente da educação pública e do SUS, pelos direitos das mulheres e pelo acesso à cultura e lazer para todos, especialmente para a juventude.
Inclusão não é favor. É Justiça. E essa luta agora é por todo o Paraná — unindo quem acredita que educação, saúde e dignidade são direitos de todas e todos.
Assista a mensagem da Amábile sobre respeito à individualidade e direitos de cada pessoa autista. Não esqueça de se inscrever no canal!
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Como mãe de duas crianças autistas e presidente da UPPA, aprendi que o diagnóstico precoce é o primeiro direito — e o mais negado às famílias paranaenses. No Paraná, a espera chega a 2 anos. Meninas são subdiagnosticadas. Adultos descobrem tarde demais. E comorbidades como TDAH são ignoradas pelo SUS.
Prepare-se para uma leitura técnica, humana e política. Com informações que podem mudar o futuro do seu filho — ou o seu próprio.
À frente da UPPA, transformamos acolhimento em ação. Não esperamos as coisas acontecerem. Nós fazemos acontecer para mais de 700 famílias.
Organizamos a tradicional Caminhada de Conscientização no Barigui e o CarnaUPPA, provando que o lugar da pessoa com deficiência é ocupando a cidade com alegria e segurança.
Realizamos sessões de Cinema Adaptado e a inesquecível viagem anual ao Beto Carrero, garantindo o direito ao lazer que muitas vezes é negado.
Através de parcerias com universidades, garantimos atendimento gratuito ou a preço social para quem mais precisa. Conhecimento técnico a serviço da comunidade.
Nossa pauta é técnica, política e humana. Nasceu na sala de aula e na luta diária das famílias.
Como professora, sei: não existe inclusão sem escola pública forte.
Luto contra a precarização e a privatização, e por mediadores capacitados e materiais adaptados em cada sala de aula. Inclusão não é colocar a criança na sala e esquecer.
O diagnóstico precoce e as terapias multidisciplinares não podem ser privilégio de quem pode pagar.
Defender o SUS é defender a vida das nossas crianças. Fim das filas na neuropediatria e equipes completas em cada região.
Lutamos contra o preconceito e por oportunidades reais no mercado de trabalho.
Autistas adultos existem, têm voz e precisam ser respeitados. E defendemos a Causa Animal como parte da ética do cuidado.
Preparei materiais exclusivos para ajudar você a garantir os direitos do seu filho ou aluno. Técnico, acessível e direto ao ponto.
Manual da Escola Inclusiva
Como garantir matrícula, mediador e PEI. Base legal completa.
Guia de Direitos no SUS
Diagnóstico, terapias e medicamentos. Do protocolo à denúncia.
Cartilha: Primeiros Passos da Família Atípica
Da suspeita ao acolhimento. Você não está sozinha.
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Minha entrada na vida pública foi uma resposta à necessidade de tantas famílias que, assim como a minha, precisavam ser ouvidas.
Ao longo dessa jornada, a confiança de vocês e a nossa luta têm pautado o debate público, tornando visível a causa da inclusão. Os resultados nas urnas não são apenas números; são a prova de que nossa mensagem de inclusão e defesa de direitos ecoa no coração dos paranaenses.
Candidata mais votada do PCdoB em todo o Paraná, levando a pauta da inclusão para o debate estadual.
Maior votação do Partido na capital, com 3.530 votos de confiança, conquistando a condição de suplente na Câmara Municipal.
Hoje: Além da presidência da UPPA, atuo também como Vice-Presidente do PCdoB no Paraná, trabalhando diariamente para fortalecer as pautas que nos unem.
Muitas vezes me perguntam o que levou uma professora e mãe a escolher este caminho partidário. A resposta é simples: eu precisava estar onde a defesa da vida e do povo brasileiro são princípios inegociáveis.
Percebi cedo que lutar apenas pelos meus filhos não bastava. E que o preconceito e a exclusão social não são problemas individuais, nem se resolvem sem a força da coletividade organizada.
O PCdoB é uma organização centenária que sempre esteve ao lado do bem comum. Encontrei aqui a compreensão de que a saúde pública, a educação de qualidade e a inclusão não são mercadorias, são direitos sagrados.
Temos uma visão de mundo onde gente e dignidade humana são muito mais importantes que a ganância de poucos pelo lucro.
"Sim, eu tenho lado. E o meu lado é o de quem precisa do SUS forte, da escola pública valorizada e de uma sociedade que acolhe a todos, sem exceção."
Meu compromisso, e também o do PCdoB, é garantir que ninguém fique para trás. É combater todo tipo de opressão, lutando por respeito à diversidade, justiça social e por um Brasil soberano.
🤝 Com a Ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos
Artigos técnicos, políticos e humanos sobre educação inclusiva, autismo e defesa do SUS. Informação que vira ação.
Crianças esperam 2 anos no SUS. Meninas são subdiagnosticadas. Adultos descobrem tarde. Entenda a urgência e seus direitos.
O projeto "Parceiro da Escola" ameaça alunos com deficiência. Quando educação vira lucro, quem precisa de apoio vira "custo".
Passo a passo jurídico para garantir fonoaudiologia, terapia ocupacional e medicamentos. Seus direitos não são negociáveis.